quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Origem e consequências das Invasões bárbaras


A desordem política e a disseminação do cristianismo foram dois fatores que, somados às Invasões Bárbaras, foram responsáveis pela crise do Império Romano. Esse processo de ocupação foi realizado pelos bárbaros, povos que eram assim chamados pelos romanos por viverem fora dos territórios do Império e não falarem latim. Foi com a introdução das tradições dos bárbaros, também chamados germânicos, que o mundo feudal ganhou suas primeiras feições.


INVASÕES BÁRBARAS



Habitando as regiões fronteiriças ao Império Romano, os povos bárbaros foram penetrando os territórios de Roma em um processo lento e gradual. Inicialmente, dado o colapso da estrutura militar e as constantes guerras civis, os imperadores romanos realizavam acordos, pelos quais os bárbaros ganharam o direito de habitar essas regiões. Em troca, eles defendiam a fronteira da invasão de outros povos. Esses primeiros bárbaros, incorporados ao mundo romano, ficaram conhecidos como federados.



Somente nos séculos IV e V que esse processo de invasão ganhou feições mais conflituosas. Com a pressão exercida pelos tártaro-mongóis (hunos), os povos bárbaros começaram a intensificar o processo de invasão do Império Romano. Entre os principais povos responsáveis pela fragmentação do Império podemos destacar os visigodos, ostrogodos, anglo-saxões, francos, suevos e turíngios. Com a invasão dos hérulos, em 476, houve a deposição do último imperador romano, Rômulo Augusto, que já tinha descendência germânica.



O processo das invasões bárbaras foi de grande importância para que o Império Romano e seu conjunto de valores e tradições passassem por um processo de junção com a cultura germânica. Dessa maneira, a Idade Média, além de ser inaugurada pelo estabelecimento dos reinos bárbaros, também ficou marcada pela mistura de instituições e costumes de origem romana e germânica.



Os Povos Bárbaros



Para os romanos "bárbaro" era todo aquele que vivia além das fronteiras do Império Romano e, portanto, não possuía a cultura romana.



De origem discutida, ocupavam uma região chamada Germânia e se subdividiam em vários povos: borgundios, vândalos, francos, saxões, anglos, lombardos, godos e outros.



Nos séculos IV e V os principais povos bárbaros se deslocaram em direção ao Império Romano, empurrados pelos Hunos que vinham do oriente, levando pânico e destruição aonde chegavam. Esse processo acabou por precipitar a fragmentação do império, já decadente devido a crise do escravismo e a anarquia militar.



Quem foram os hunos (século V)



“Os historiadores antigos mal mencionam os hunos. Eles habitam nas margens do Mar Glacial. Sua ferocidade supera tudo.



Não cozinham nem temperam o que comem. Alimentam-se de raízes silvestres ou da carne do primeiro animal que aparece, carne esta que esquentam por algum tempo, sobre o dorso de seu cavalo, entre suas próprias pernas. Não possuem abrigo. Entre eles não se usam casas, nem túmulos. Não encontraríamos nem mesmo uma cabana. Passam a vida percorrendo as montanhas e as florestas. São endurecidos desde o berço contra o frio, a tome e a sede. Mesmo em viagem, não entram em habitação sem necessidade absoluta e não se creem nunca em segurança.



Não têm reis nem governantes, mas obedecem a chefes, eleitos em cada circunstância. Quando se lançam ao combate, sol­tam no ar uma gritaria terrível.”



Amiano Marcelino. Res gestae. Transcrito por Courcelle, Pierre. História literária das grandes invasões germânicas. Petrópolis, Vozes, 1955, pp. 151-152.



CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS REINOS ROMANO-GERMÂNICOS OU BÁRBAROS

- Economia: baseada na caça, na pesca, na agricultura rudimentar e nos saques de guerra.
- Sociedade: tribal (tribos autônomas e independentes), leis baseadas na oralidade e nos costumes, as decisões eram tomadas em assembleias  o poder político era descentralizado, ausência de um Estado organizado.
- Religião: Politeísta, culto aos ancestrais e as forças da natureza, cada tribo tinha crenças e costumes diferentes.

 A medida que penetravam na Europa, os bárbaros fundaram diversos reinos como o Visigodo,  Ostrogodo, o Vândalo e o Franco. A cultura bárbara foi pouco a pouco se misturando a romana, dando origem a novos idiomas e costumes.   

 Formação dos Povos Bárbaros 
A decadência do Império Romano do Ocidente foi acelerada pela invasão de POVOS BÁRBAROS. “ Bárbaros ” era a denominação que os romanos davam aqueles que viviam fora das fronteiras do Império e não falavam o latim.
Entre os povos bárbaros, os germanos foram os mais significativos para a formação da Europa Feudal. A sua organização política era bastante simples. Na época de paz eram governados por uma assembléia de guerreiros, formada pelos homens da tribo. Essa assembléia não tinha poderes legislativos e suas funções restringiam-se à interpretação dos costumes. Também decidia as questões de guerra e de paz ou se a tribo deveria migrar para outro local. Na época de guerra, a tribo era governada por uma instituição denominada COMITATUS. Era a reunião de guerreiros em torno de um líder militar, ao qual todos deviam total obediência. Esse líder era eleito e tomava o título de HERZOG .
Os germanos viviam de uma agricultura rudimentar, da caça e da pesca. Não tendo conhecimento das técnicas agrícolas, eram SEMI-NÔMADES, pois não sabiam reaproveitar o solo esgotado pelas plantações. A propriedade da terra era COLETIVA e quase todo trabalho era executado pelas mulheres. Os homens, quando não estavam caçando ou lutando, gastavam a maior parte de seu tempo bebendo ou dormindo A sociedade era patriarcal, o casamento monogâmico e o adultério severamente punido. Nalgumas tribos proibia-se até o casamento das viúvas. O direito baseava-se nos costumes. A religião era politeísta e adoravam as forças da natureza. Os principais deuses eram: Odin , o protetor dos guerreiros; Thor , o deus do trovão; e Freia , a deusa do amor. Acreditavam que somente os guerreiros mortos em combate iriam para o Valhala , uma espécie de paraíso. As Valquírias , mensageiras de Odin , visitavam os campos de batalha, levando os mortos. As pessoas que morriam de velhice ou doentes iriam para o reino de Hell , onde só havia trevas e muito frio. Devido à expansão do Império, a partir do século I, os romanos mantinham contato pacífico com povos bárbaros, principalmente os germanos. Muitos destes povos migraram para o Império Romano e chegaram a ser utilizados no exército como mercenários. Porém, no século V, os germanos foram pressionados pelos belicosos hunos,de origem asiática,que se deslocaram em direção à Europa e atacaram os germanos, levando-os a fugir. Estes acabaram por invadir o Império Romano, que enfraquecido pelas crises e guerras internas, não resistiu às invasões e decaiu.
Principais reinos bárbaros que se formaram na Europa

Entre os principais temos:

Reinos dos Visigodos: situado na península ibérica, era o mais antigo e extenso. Os visigodos ocupavam estrategicamente a ligação entre o Mar Mediterrâneo e o oceano Atlântico, que lhes permitia a supremacia comercial entre a Europa continental e insular. 

Reino dos Ostrogodos: localizam-se na península Itálica. Os ostrogodos se esforçaram para salvanguardar o patrimônio artistico-cultural de Roma. Restauraram vários monumentos, para manter viva a memória romana. Conservaram a organização político-administrativa imperial, o Senado, os funcionários públicos romanos e os militares godos. 

Reino do Vândalos: o povo vândalo atravessou a Europa e fixou-se no norte da África. Nesse reino houve perseguição aos cristãos, cujo resultado foi a migração em massa para outros reinos, provocando falta de trabalhadores, e uma diminuição da produção. 

Reino dos Suevos: surgiu a oeste da península Ibérica e os suevos viviam da pesca e da agricultura. No final do século VI, o reino foi absorvido pelos visigodos, que passaram a dominar toda península. 

Reino dos Borgúndios: os borgúndios migraram da Escandinavia, dominaram o vale do Ródano até Avinhão, onde fundaram o seu reino. Em meados do século VI, os borgúndios foram dominados pelos francos. 

Reino do Anglo-Saxões: surgiu em 571, quando os saxões venceram os bretões e consolidaram-se na região da Bretanha. 

No processo de invasão e formação dos reinos bárbaros, deu-se ao mesmo tempo, a "barbarização" das populações romanas e a "romanização" dos bárbaros. Na economia, a Europa adotou as práticas econômicas germânicas, voltada para a agricultura, onde o comércio era de pequena importância. 

Apesar de dominadores, os bárbaros não tentaram destruir os resquícios da cultura romana; ao contrario, em vários aspectos assimilaram-na e revigoraram-na. Isso se deu, por exemplo, na organização política. Eles que tinham uma primitiva organização tribal, adotaram parcialmente a instituição monárquica, além de alguns mecanismos e normas de administração romana. Muitos povos bárbaros adotaram o latim com língua oficial. Os novos reinos converteram-se progressivamente ao catolicismo e aceitaram a autoridade da Igreja Católica, à cabeça da qual se encontrava o bispo de Roma. 

Com a ruptura da antiga unidade romana, a Igreja Católica tornou-se a única instituição universal européia. Essa situação lhe deu uma posição invejável durante todo o medievalismo europeu.

Pratica dos Povos Bárbaros 


A principal atividade econômica dos bárbaros era o cultivo de trigo, feijão, cevada, ervilha e a criação de gado para obtenção de couro, carne e leite, entretanto, os bárbaros utilizavam a guerra e a pilhagem como forma de adquirir bens.

Sua religião era politeísta e Odin, o deus do vento e da guerra, seu principal representante. Eles acreditavam que após a morte os bravos guerreiros iriam desfrutar de um paraíso, como uma vida após a morte.

Diversos aspectos da cultura bárbara iriam compor todo o cenário da Idade Média visto que sua arte e cultura influenciaram muitos aspectos deste período principalmente na arquitetura e religião.


A Formação dos Reinos Bárbaros 

A decadência do Império Romano do Ocidente foi acelerada pela invasão de povos bárbaros. Bárbaros era a denominação que os romanos davam aqueles que viviam fora das fronteiras do Império e não falavam o latim. Dentre os grupos bárbaros destacamos os:

Germânicos: de origem indo-européia, habitavam a Europa Ocidental. As principais nações germânicas eram: os vigiados, ostrogodos, vândalos, bretões, saxões, francos etc.

Eslavos: provenientes da Europa Oriental e da Ásia, compreendiam os russos, tchecos, poloneses, sérvios, entre outros.


Tártaro-mongóis: eram de origem asiática. Faziam parte deste grupo as tribos dos hunos, turcos, búlgaros, etc. 


Características gerais dos Germânicos 





Entre os povos bárbaros, os germânicos foram os mais significativos para a formação da Europa Feudal. 

A organização política dos germânicos era bastante simples. Em época de paz eram governados por uma assembléia de guerreiros, formada pelos homens da tribo em idade adulta. Essa assembléia não tinha poderes legislativos e suas funções se restringiam à interpretação dos costumes. Também decidia as questões de guerra e de paz ou se a tribo deveria migrar para outro local. 

Em época de guerra, a tribo era governada por uma instituição denominada comitatus. Era a reunião de guerreiros em torno de um líder militar, ao qual todos deviam total obediência. Esse líder era eleito e tomava o título de Herzog. 

Os germânicos viviam de uma agricultura rudimentar, da caça e da pesca. Não tendo conhecimento das técnicas agrícolas, eram seminômades, pois não sabiam reaproveitar o solo esgotado pelas plantações. A propriedade da terra era coletiva e quase todo trabalho era executado pelas mulheres. Os homens, quando não estavam caçando ou lutando, gastavam a maior parte de seu tempo bebendo ou dormindo 

A sociedade era patriarcal, o casamento monogâmico e o adultério severamente punido. Em algumas tribos proibia-se até o casamento das viúvas. O direito era consuetudinário, ou seja, baseava-se nos costumes. 

A religião era politeísta e adoravam as forças da natureza. Os principais deuses eram: Odim, o protetor dos guerreiros; Tor, o deus do trovão; e Fréia, a deusa do amor. Acreditavam que somente os guerreiros mortos em combate iriam para o Valhala, uma espécie de paraíso. As Valquírias, mensageiras de Odin, visitavam os campos de batalha, levando os mortos. As pessoas que morriam de velhice ou doentes iriam para o reino de Hell, onde só havia trevas e muito frio. 

Fontes: Historie Net e Historia do Mundo povosbarbaros1.blogspot.com.br

quarta-feira, 11 de março de 2015

República Velha

História - Brasil República

BRASIL REPÚBLICA – DOS MILITARES ÀS OLIGARQUIAS (1889-1930)


Os 1ºs presidentes do Brasil - Deodoro da Fonseca (1889-1891) e Floriano Peixoto (1891-1894)
A República da Espada (1889-1894)

o O papel do Exército na proclamação da República assegurou aos militares a chefia do novo governo – foi a República da Espada.

o Nessa época foi feita a 1ª Constituição Republicana, aprovada por uma Assembléia Constituinte composta por latifundiários e militares.

A 1ª Constituição Republicana
1ª Constituição do Brasil República (1891)

o A nova Constituição (1891) consagrou o ideal federativo, como desejavam as oligarquias estaduais.
o Federalismo - forma de governo em que os estados têm relativa autonomia para tomar decisões, sem a necessidade de aprovação do governo central;

o Cada estado pode criar impostos, contrair empréstimos no exterior, fixar salário mínimo e definir suas próprias leis, em conformidade com a Constituição Federal.

Características da nova lei:

o O Brasil passou a ser uma República presidencialista, dividida em três poderes: Executivo (exercido pelo presidente da República, eleito por um mandato de 4 anos); Legislativo (Câmara dos Deputados e Senado) e Judiciário (Tribunais e juizes)

o Voto universal masculino para maiores de 21 anos alfabetizados – mendigos e soldados sem patentes não podiam votar; mulheres estavam excluídas do direito ao voto; voto aberto (não secreto como hoje);

o Antigas províncias agora chamadas de estados – estados com relativa autonomia em relação ao governo federal como, por exemplo, ter sua própria força militar.

o Separação Igreja – Estado – deixou de existir uma religião oficial no Brasil; surgiu o casamento civil e a liberdade de culto a todas as crenças religiosas.

o Caráter leigo do ensino público (não mais ligado à Igreja) e extinção da pena de morte.

Assim era a 1ª bandeira da nascente República brasileira (1891)
o O Brasil passou a se chamar República dos Estados Unidos do Brasil.

A consolidação do novo regime

o 1º presidente – Marechal Manuel Deodoro da Fonseca (1889-91), eleito pelo Congresso.

o Seu curto governo foi marcado por conflitos entre sua política centralizadora e o federalismo do Congresso, representante dos cafeicultores paulistas.

o Deodoro renunciou (1891) assumindo, em seu lugar, o vice - presidente, Marechal Floriano Peixoto (1891-94);

Cenas da Revolta da Armada (RJ) contra Floriano Peixoto (1893)
o Floriano foi apoiado pela aliança com o PRP, controlado pelos fazendeiros paulistas, fator decisivo para o enfrentamento das rebeliões que ameaçaram a República no período – Revolução Federalista (RS) e a Revolta da Armada (RJ);

o Reprimidas as revoltas os militares deram lugar aos civis – o “trono” agora era dos cafeicultores.

Charge representativa da disputa política entre Hermes da Fonseca (esquerda) e Ruy Barbosa (direita) pela sucessão presidencial em 1910
A República das Oligarquias (1894-1930)

Prudente de Moraes - presidente entre 1894 e 1898
o Prudente de Moraes (1894-98), representante dos cafeicultores, inaugurou a República das Oligarquias (palavra grega = “governo de poucos”);

o Nesse período, o poder esteve nas mãos das grandes famílias latifundiárias, filiadas aos PRs (partidos republicanos) de cada estado, sob a chefia dos cafeicultores paulistas.

Charge dos tempos da Política do Café com Leite - a disputa politica entre oligarcas de São Paulo e Minas Gerais
o Para se manterem no poder, Prudente de Moraes (1898-1902) criou um arranjo político chamado “Política dos Governadores”

A Política dos Governadores

o Seu objetivo era evitar choques entre os governos estaduais e a União e garantir o poder para grupos mais fortes no interior de cada estado;

Funcionamento da Política dos Governadores

1. Os grupos dominantes de cada estado apoiariam o governo central;

2. Em troca, o governo central (presidente) só reconheceria a vitória dos candidatos da situação (do governo estadual) para a composição da Câmara dos Deputados;

3. Para isso era preciso que a “situação” vencesse sempre. Foi criada a Comissão de Verificação dos Poderes (sob o controle do governo federal) para examinar as atas de eleições e fazer a “degola” dos candidatos não favoráveis ao governo.

o A Política dos Governadores fortaleceu o poder local exercido pelos “coronéis”, grandes proprietários de terras que controlavam os eleitores em seus municípios de influências;

O Voto de Cabresto - os "coronéis" manipulavam o voto através da violência...
o Como o voto era aberto os eleitores ficavam sujeitos desses chefes políticos locais que concediam favores (emprego, roupas, material de construção...) em troca do voto desses eleitores;

A Política do Café com Leite

o Coronéis – donos do poder em suas terras, mas a política de cada estado era controlada pelas oligarquias mais influentes;

o Dependiam delas para a concretização de muitos favores prometidos aos eleitores, como a construção de um hospital ou escola;

o As oligarquias paulista, mineira e gaúcha monopolizavam os cargos mais importantes (Presidente da República, ministros da fazenda e da Justiça);

o São Paulo e Minas Gerais eram os mais poderosos e impunham uma política de favorecimento de seus interesses;

o Essa hegemonia de paulistas e mineiros na Presidência da República ficou conhecida como Política do Café com Leite.

A Proteção ao Café
o Final do séc. XIX – grande aumento na produção de café

o Conseqüências: queda nos preços do produto no exterior;

o Diante disso, o governo federal lançou sucessivos planos para reerguer os preços do café;

Convênio de Taubaté (1906) - por esta manobra política quem sustentava o prejuízo (ou não) dos cafeicultures era o povo
o A principal medida foi feita através do Convênio de Taubaté (1906); através dela o governo fazia empréstimos no exterior para comprar estoques de café e forçar o aumento dos preços.

Euclides da Cunha (1866-1909), escritor e jornalista, acompanhou o episódio de Canudos e escreveu "Os Sertões"
A GUERRA DE CANUDOS - Uma epopéia no sertão da Bahia
 2002 – comemoração do centenário da publicação de “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, uma das principais obras da literatura brasileira;

Ilustração da época de Canudos mostrando como deveria ser Antonio Conselheiro
o É a narrativa mais conhecida da Guerra de Canudos, conflito travado no sertão da Bahia entre o Exército republicano e a comunidade religiosa do beato Antônio Conselheiro;

o Não é um retrato fiel dos acontecimentos, mas uma obra que reúne ficção e realidade que preserva na nossa memória a epopéia de Antônio Conselheiro e seu povo.

Antonio Conselheiro – um peregrino do sertão

o Antônio Vicente Mendes Maciel – nasceu em Quixeramobim (CE), em 1830;

o Na infância aprendeu português, latim e francês, estudos necessários para a formação de um padre;

o Adulto, trabalhou como comerciante, professor, advogado dos pobres e empregado no comércio;

o 1871 – após dois casamentos e vários empregos, Antônio Maciel iniciou sua peregrinação pelo sertão de Pernambuco, Bahia e Sergipe, trajando camisolão azul, barba e cabelos longos;

o Pregava mensagens religiosas e aconselhava os sertanejos, além de construir e reformar igrejas e cemitérios, casas, açudes e colheitas agrícolas;

o Sua influência crescia a cada dia, arregimentando seguidores que o acompanhavam pelo sertão. Era chamado, então, de Antônio Conselheiro.

Igreja X Religiosidade Popular

Trabalho missionário no Brasil Colônia
o Durante o Império o catolicismo era a religião oficial do Brasil;

o Muitos missionários estrangeiros vinham para ao Brasil para trabalhar nas paróquias para fortalecer os rituais e sacramento da Igreja – batismo, matrimônio – além de reforçar a importância dos clérigos;

Beatos - a religiosidade popular
o Para fortalecer as cerimônias oficiais, a Igreja combatia as crenças populares – objetos, rezas, imagens milagrosas, etc. – e as lideranças religiosas leigas (beatos) que vagavam pelo sertão e cidades;

o Esses beatos pregavam uma fé espontânea próxima do cristianismo primitivo e livre do controle da Igreja;

o O choque do beato Conselheiro com a Igreja é um exemplo do conflito entre a religiosidade popular e a oficial.

Típica casa do Arraial de Canudos
o Os sertanejos reuniam-se em torno do beato para ouvir suas pregações e a possibilidade de um mundo novo onde a vida cotidiana (trabalho, moradia, alimentação) e religião eram inseparáveis.

o Essa religiosidade independente era, para a Igreja, uma ameaça que deveria ser combatida.

Canudos e sua área de influência
A formação de Canudos

o 1893 – Antônio Conselheiro e seu grupo fundam um povoamento comunitário na fazenda Canudos, próximo ao rio Vaza-Barris, no norte da Bahia – chamaram o povoado de Belo Monte;

o Lá, os sertanejos organizaram uma economia comunitária em que todos trabalhavam para o sustento do grupo.

o Havia professores, artesãos, enfermeiros e negociantes prósperos que mantinham negócios regulares com vilas e cidades da região.

Quadrinhos mostrando a saga de Canudos
o A comunidade religiosa de Canudos era independente das regras da Igreja Católica e do poder dos coronéis; tinha policia e presídio próprios e a palavra do beato tinha mais força que a dos bispos e padres.

Canudos e a obra “Os Sertões”

o Euclides da Cunha esteve no cenário da guerra como correspondente do jornal “O Estado de S. Paulo”;

o Seus escritos levaram muitos leitores de “Os Sertões” a considerar a obra testemunho fiel do conflito;

uma das várias edições da obras Os Sertões, de Euclides da Cunha
o Entretanto, sabe-se que Euclides permaneceu pouco tempo no campo de batalha, não presenciando todos os acontecimentos que narrou em “A luta”, 3ª parte da obra “Os Sertões”.

A sobrevivência em Canudos

o Às márgens do rio Vaza-Barris os canudenses cultivavam diversos legumes, milho, feijão, batata, melância, cana-de-açúcar;

o Em áreas próximas caçavam e coletavam frutas;

o A criação de bode era importante para a comunidade (couro) que negociava com vilas e cidades da região;

o As mulheres fabricavam farinha, bijus, redes; os homens fabricavam foices, machados e facas.

A guerra contra Canudos

o Canudos se tornou uma ameaça ao poder dos coronéis e da Igreja Católica, que perdiam mão-de-obra e fiéis para a comunidade;

o O governo da Bahia e os latifundiários aguardavam o momento certo para invadir o arraial;

Soldados da República antes do ataque definitivo a Canudos (1897)
o A oportunidade surgiu com boatos de ataques dos canudenses à cidade baiana de Juazeiro, irritados com o atraso de uma encomenda de madeira;

o 1896 – o ataque não ocorreu, mas o governo federal e baiano iniciou uma campanha militar contra Canudos;

o Apesar da superioridade bélica do governo, as três primeiras expedições foram derrotadas pelos sertanejos do Conselheiro;

o Canudos virou notícia em todo o Brasil e o Conselheiro passou a ser acusado pela imprensa de monarquista, louco e inimigo da República;

Depois de morto e já enterrado, os soldados desenterraram o corpo do Conselheiro para decapitá-lo
o 1897 - a 4ª expedição, do Gal. Artur Oscar, levou 10 mil soldados com armamento pesado para a região dos combates;

o Após 4 meses, invadiram e destruíram o arraial, cumprindo ordens do presidente Prudente de Moraes para “não deixar pedra sobre pedra”.
O futuro dos sobreviventes

o A destruição dos conselheiristas continuou após a queda do arraial; muitos prisioneiros foram degolados pelo Exército por se recusarem a render homenagens à República;
Sobreviventes de Canudos - muitos foram mortos depois...

o Relatos mais chocantes falavam de crianças que sofriam de inanição e apresentavam vários ferimentos devido ao conflito; muitas foram dadas aos participantes da campanha ou distribuídas entre comerciantes locais;

o A grande maioria, órfã de pai e mãe, perdia o vinculo com o seu passado.

Fonte:http://profalberto-historia.blogspot.com.br/2010/09/historia-brasil-republica.html

domingo, 9 de junho de 2013

ENTREVISTA DE UM SOBREVIVENTE DO PROGRAMA DO JÔ SOARES E TESTEMUNHOS

ENTREVISTA DE UM SOBREVIVENTE DO PROGRAMA DO JÔ SOARES

http://www.youtube.com/watch?v=2KPS2ySZA9A ( parte 1)

http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&v=LJTEzZ9rJH4&NR=1  (parte 2)

http://www.youtube.com/watch?v=1x3fByMCN5o  (parte 3)

http://www.youtube.com/watch?v=xdppOgfC51o (parte 4)

TESTEMUNHOS

http://holocausto-doc.blogspot.com.br/2009/11/testemunho-gueto-de-varsovia.html

http://segundaguerra.net/memorias-do-holocausto-sabina-miller/


HOLOCAUSTO

O Holocausto foi uma prática de perseguição política, étnica, religiosa e sexual estabelecida durante os anos de governo nazista de Adolf Hitler. Segundo a ideologia nazista, a Alemanha deveria superar todos os entraves que impediam a formação de uma nação composta por seres superiores. Segundo essa mesma idéia, o povo legitimamente alemão era descendente dos arianos, um antigo povo que – segundo os etnólogos europeus do século XIX – tinham pele branca e deram origem à civilização européia.

Dessa forma, para que a supremacia racial ariana fosse conquistada pelo povo alemão, o governo de Hitler passou a pregar o ódio contra aqueles que impediam a pureza racial dentro do território alemão. Segundo o discurso nazista, os maiores culpados por impedirem esse processo de eugenia étnica eram os ciganos e – principalmente – os judeus. Com isso, Hitler passou a perseguir e forçar o isolamento em guetos do povo judeu da Alemanha.

Dado o início da Segunda Guerra, o governo nazista criou campos de concentração onde os judeus e ciganos eram forçados a viver e trabalhar. Nos campos, os concentrados eram obrigados a trabalhar nas indústrias vitais para a sustentação da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Além disso, os ocupantes dos campos viviam em condições insalubres, tinham péssima alimentação, sofriam torturas e eram utilizados como cobaias em experimentos científicos.

É importante lembrar que outros grupos sociais também foram perseguidos pelo regime nazista, por isso, foram levados aos campos de concentração. Os homossexuais, opositores políticos de Hitler, doentes mentais, pacifistas, eslavos e grupos religiosos, tais como as Testemunhas de Jeová, também sofreram com os horrores do Holocausto. Dessa forma, podemos evidenciar que o holocausto estendeu suas forças sobre todos aqueles grupos étnicos, sociais e religiosos que eram considerados uma ameaça ao governo de Adolf Hitler.

Com o fim dos conflitos da 2ª Guerra e a derrota alemã, muitos oficiais do exército alemão decidiram assassinar os concentrados. Tal medida seria tomada com o intuito de acobertar todas as atrocidades praticadas nos vários campos de concentração espalhados pela Europa. Porém, as tropas francesas, britânicas e norte-americanas conseguiram expor a carnificina promovida pelos nazistas alemães.

Depois de renderem os exércitos alemães, seus principais líderes foram julgados por um tribunal internacional criado na cidade alemã de Nuremberg. Com o fim do julgamento, muitos deles foram condenados à morte sob a alegação de praticarem crimes de guerra. Hoje em dia, muitas obras, museus e instituições são mantidos com o objetivo de lutarem contra a propagação do nazismo ou ódio racial.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola 

O Holocausto foi uma prática de perseguição política, étnica, religiosa e sexual estabelecida durante os anos de governo nazista de Adolf Hitler. Segundo a ideologia nazista, a Alemanha deveria superar todos os entraves que impediam a formação de uma nação composta por seres superiores. Segundo essa mesma idéia, o povo legitimamente alemão era descendente dos arianos, um antigo povo que – segundo os etnólogos europeus do século XIX – tinham pele branca e deram origem à civilização européia.

Dessa forma, para que a supremacia racial ariana fosse conquistada pelo povo alemão, o governo de Hitler passou a pregar o ódio contra aqueles que impediam a pureza racial dentro do território alemão. Segundo o discurso nazista, os maiores culpados por impedirem esse processo de eugenia étnica eram os ciganos e – principalmente – os judeus. Com isso, Hitler passou a perseguir e forçar o isolamento em guetos do povo judeu da Alemanha.

Dado o início da Segunda Guerra, o governo nazista criou campos de concentração onde os judeus e ciganos eram forçados a viver e trabalhar. Nos campos, os concentrados eram obrigados a trabalhar nas indústrias vitais para a sustentação da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Além disso, os ocupantes dos campos viviam em condições insalubres, tinham péssima alimentação, sofriam torturas e eram utilizados como cobaias em experimentos científicos.

É importante lembrar que outros grupos sociais também foram perseguidos pelo regime nazista, por isso, foram levados aos campos de concentração. Os homossexuais, opositores políticos de Hitler, doentes mentais, pacifistas, eslavos e grupos religiosos, tais como as Testemunhas de Jeová, também sofreram com os horrores do Holocausto. Dessa forma, podemos evidenciar que o holocausto estendeu suas forças sobre todos aqueles grupos étnicos, sociais e religiosos que eram considerados uma ameaça ao governo de Adolf Hitler.

Com o fim dos conflitos da 2ª Guerra e a derrota alemã, muitos oficiais do exército alemão decidiram assassinar os concentrados. Tal medida seria tomada com o intuito de acobertar todas as atrocidades praticadas nos vários campos de concentração espalhados pela Europa. Porém, as tropas francesas, britânicas e norte-americanas conseguiram expor a carnificina promovida pelos nazistas alemães.

Depois de renderem os exércitos alemães, seus principais líderes foram julgados por um tribunal internacional criado na cidade alemã de Nuremberg. Com o fim do julgamento, muitos deles foram condenados à morte sob a alegação de praticarem crimes de guerra. Hoje em dia, muitas obras, museus e instituições são mantidos com o objetivo de lutarem contra a propagação do nazismo ou ódio racial.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola 




quarta-feira, 5 de junho de 2013

Resolução da atividade sobre o Renascimento Cultural e Científico (7º ano)


1.       O que foi o Renascimento cultural e científico?

Foi um movimento de mudanças culturais, iniciado na Itália, e ocorrido entre os séculos
 XIV e XVI, no qual se buscou rever as concepções que vigoravam até aquele momento. 
As novas técnicas de arte criadas dependiam, por exemplo, de cálculos matemáticos e 
de estudos de anatomia. Assim, a arte 
renascentista deve ser compreendida juntamente com os avanços científicos da época.

2.       Quais as principais características do Renascimento?

Antropocentrismo, humanismo, individualismo, racionalismo, universalismo, hedonismo, 
experimentalismo, valorização da cultura clássica.

3.       Por que o humanismo representa uma das principais características do Renascimento?

Durante o Renascimento, ocorreu uma grande valorização das capacidades do ser humano,
 o que fez surgir a crença no antropocentrismo.

4.       Explique a diferença da visão teocêntrica para a visão antropocêntrica.

O teocentrismo foi a crença predominante na Idade Média. De acordo com ela, Deus era 
considerado o centro do Universo. Os seres humanos eram considerados pecadores 
incapazesde pensar livremente. Já o antropocentrismo, presente no período renascentista, 
considera o ser humano o mais importante referencial não só nas questões humanas, mas
também nas questões universais. 
Os seres humanos passaram a ser vistos como seres dotados de potencial criativo, capazes 
de produzir novos conhecimentos e de transformar a realidade.

5.       Explique a diferença entre a visão geocêntrica para a heliocêntrica.

O geocentrismo era uma teoria que afirmava que o Sol e os planetas giravam em torno da 
Terra. Já o heliocentrismo afirmava que o Sol era o centro do Sistema Solar, e, assim, 
a Terra e os demais planetas giravam ao redor dele.

6.       Onde começou o Renascimento e qual a importância dos mecenas para o seu
 desenvolvimento?

O Renascimento teve início na Itália; os mecenas foram patrocinadores das artes que 
incentivam e ajudaram a divulgar as atividades culturais. 

7.       Quais os principais artistas e obras do Renascimento italiano?

Na pintura, Giotto; Sandro Botticelli – obra: O nascimento de Vênus; e Rafael Sanzio 
– obra: Missa Milagrosa de Bolsena.
Na escultura, Donatello e Michelangelo – obra: Davi, entre outras.
Leonardo da Vinci, além de pintor, destacou-se na arquitetura, engenharia, escultura, 
música, matemática e anatomia – obra: Mona Lisa, entre outras.

8.       Cite exemplos de autores e obras de obras renascentistas fora da Itália.

Na Inglaterra, o principal representante do teatro foi William Shakespeare, autor de peças
como Romeu e Julieta e  Hamlet.
Na Espanha, o escritor Miguel de Cervantes, autor da obra Dom Quixote de La Mancha.
Em Portugal, o grande nome da literatura foi Luís Vaz de Camões, autor de Os Lusíadas; 
e Gil Vicente, o principal expoente do teatro, autor de peças como o Auto da barca do
inferno, o Auto das almas e A farsa de Inês Pereira.

Fonte: http://janah-historiando.blogspot.com.br/2012/06/resolucao-da-atividade-sobre-o.html
Renascimento Cultural

História do Renascimento Cultural, artistas do Renascimento Artístico, Renascimento Científico,
arte na Renascença Italiana, grandes obras de artistas italianos, resumo
obra de arte - escultura
Davi: obra de Michelangelo (grande escultor e pintor italiano)

Introdução

Durante os séculos XV e XVI intensificou-se, na Europa, a produção artística e científica. Esse período ficou conhecido como Renascimento ou Renascença.

Contexto Histórico

As conquistas marítimas e o contato mercantil com a Ásia ampliaram o comércio e a diversificação dos produtos de consumo na Europa a partir do século XV. Com o aumento do comércio, principalmente com o Oriente, muitos comerciantes europeus fizeram riquezas e acumularam fortunas. Com isso, eles dispunham de condições financeiras para investir na produção artística de escultores, pintores, músicos, arquitetos, escritores, etc.
Os  governantes europeus e o clero passaram a dar proteção e ajuda financeira aos artistas e intelectuais da época. Essa ajuda, conhecida como mecenato, tinha por objetivo fazer com que esses mecenas(governantes e burgueses) se tornassem mais populares entre as populações das regiões onde atuavam. Neste período, era muito comum as famílias nobres encomendarem  pinturas (retratos) e esculturas junto aos artistas.

Foi na Península Itálica que o comércio mais se desenvolveu neste período, dando origem a uma grande quantidade de locais de produção artística. Cidades como, por exemplo, VenezaFlorença e Gênovativeram um expressivo movimento artístico e intelectual. Por este motivo, a Itália passou a ser conhecida como o berço do Renascimento.

Características Principais: 
- Valorização da cultura greco-romana. Para os artistas da época renascentista, os gregos e romanos possuíam uma visão completa e humana da natureza, ao contrário dos homens medievais;

- As qualidades mais valorizadas no ser humano passaram a ser a inteligência, o conhecimento e o dom artístico;

- Enquanto na Idade Média a vida do homem devia estar centrada em Deus (teocentrismo), nos séculos XV e XVI o homem passa a ser o principal personagem (antropocentrismo);

- A razão e a natureza passam a ser valorizadas com grande intensidade. O homem renascentista, principalmente os cientistas, passam a utilizar métodos experimentais e de observação da natureza e universo.
Durante os séculos XIV e XV, as cidades italianas como, por exemplo, Gênova, Veneza e Florença, passaram a acumular grandes riquezas provenientes do comércio. Estes ricos comerciantes, conhecidos como mecenas,  começaram a investir nas artes, aumentando assim o desenvolvimento artístico e cultural. Por isso, a Itália é conhecida como o berço do Renascentismo.  Porém, este movimento cultural não se limitou à Península Itálica. Espalhou-se para outros países europeus como, por exemplo, Inglaterra, Espanha, Portugal, França, Polônia e Países Baixos.  

Monalisa de Leonardo da Vinci: Mona Lisa de Leonardo da Vinci: uma das obras de arte mais conhecidas do Renascimento

Principais representantes do Renascimento Italiano e suas principais obras:
Giotto di Bondone (1266-1337) - pintor e arquiteto italiano. Um dos precursores do Renascimento. Obras principais: O Beijo de Judas, A Lamentação e Julgamento Final.

Fra Angelico (1395 - 1455) - pintor da fase inicial do Renascimento. Pintou iluminuras, altares e afrescos. Obras principais: A coração da virgem, A Anunciação e Adoração dos Magos.

Michelangelo Buonarroti (1475-1564)- destacou-se em arquitetura, pintura e escultura.Obras principais: Davi, Pietá, Moisés, pinturas da Capela Sistina (Juízo Final é a mais conhecida).

Rafael Sanzio (1483-1520) - pintou várias madonas (representações da Virgem Maria com o menino Jesus).

- Leonardo da Vinci (1452-1519)- pintor, escultor, cientista, engenheiro, físico, escritor, etc. Obras principais: Mona Lisa, Última Ceia.

Sandro Botticelli - (1445-1510)- pintor italiano, abordou temas mitológicos e religiosos. Obras principais: O nascimento de Vênus e Primavera.

Tintoretto - (1518-1594) - importante pintor veneziano da fase final do Renascimento. Obras principais: Paraíso e Última Ceia.

Veronese - (1528-1588) - nascido em Verona, foi um importante pintor maneirista do Renascimento Italiano. Obras principais: A batalha de Lepanto e São Jerônimo no Deserto.

Ticiano - (1488-1576) - o mais importante pintor da Escola de Veneza do Renascimento Italiano. Sua grande obra foi O imperador Carlos V em Muhlberg de 1548.

Renascimento Científico 
Na área científica podemos mencionar a importância dos estudos de astronomia do polonês Nicolau Copérnico. Este defendeu a revolucionária ideia do heliocentrismo (teoria que defendia que o Sol estava no centro do sistema solar). Copérnico também estudou os movimentos das estrelas.
Galileu Galilei Galileu Galilei: um dos principais representantes do Renascimento Científico

Nesta mesma área, o italiano Galileu Galilei desenvolveu instrumentos ópticos, além de construir telescópios para aprimorar o estudo celeste. Este cientista também defendeu a ideia de que a Terra girava em torno do Sol. Este motivo fez com que Galilei fosse perseguido, preso e condenado pela Inquisição da Igreja Católica, que considerava esta ideia como sendo uma heresia. Galileu teve que desmentir suas ideias para fugir da fogueira.
A invenção da prensa móvel, feita pelo inventor alemão Gutenberg em 1439, revolucionou o sistema de produção de livros no século XV. Com este sistema, que substituiu o método manuscrito, os livros passaram a ser feitos de forma mais rápida e barata. A invenção foi de extrema importância para o aumento da circulação de conhecimentos e ideias no Renascimento.

EGITO ANTIGO - 6º ANO

A civilização egípcia antiga desenvolveu-se no nordeste africano (margens do rio Nilo) entre 3200 a.C (unificação do norte e sul) a 32 a.c (domínio romano).
Como a região é formada por um deserto (Saara), o rio Nilo ganhou uma extrema importância para os egípcios. O rio era utilizado como via de transporte (através de barcos) de mercadorias e pessoas. As águas do rio Nilo também eram utilizadas para beber, pescar e fertilizar as margens, nas épocas de cheias, favorecendo a agricultura.
A sociedade egípcia estava dividida em várias camadas, sendo que o faraó era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus na Terra. Sacerdotes, militares e escribas (responsáveis pela escrita) também ganharam importância na sociedade. Esta era sustentada pelo trabalho e impostos pagos por camponeses, artesãos e pequenos comerciantes. Os escravos também compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas em guerras.Trabalhavam muito e nada recebiam por seu trabalho, apenas água e comida. 
A escrita egípcia também foi algo importante para este povo, pois permitiu a divulgação de idéias, comunicação e controle de impostos. Existiam duas formas principais de escrita: a escrita demótica (mais simplificada e usada para assuntos do cotidiano) e a hieroglífica (mais complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides eram repletas de textos que falavam sobre a vida do faraó, rezas e mensagens para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel chamado papiro, que era produzido a partir de uma planta de mesmo nome, também era utilizado para registrar os textos. 
Os hieróglifos egípcios foram decifrados na primeira metade do século XIX pelo linguísta e egiptólogo francês Champollion, através da Pedra de Roseta.

 Hieróglifos: a escrita egípcia
A economia egípcia era baseada principalmente na agricultura que era realizada, principalmente, nas margens férteis do rio Nilo. Os egípcios também praticavam o comércio de mercadorias e o artesanato. Os trabalhadores rurais eram constantemente convocados pelo faraó para prestarem algum tipo de trabalho em obras públicas (canais de irrigação, pirâmides, templos, diques). 
A religião egípcia era repleta de mitos e crenças interessantes. Acreditavam na existência de vários deuses (muitos deles com corpo formado por parte de ser humano e parte de animal sagrado) que interferiam na vida das pessoas. As oferendas e festas em homenagem aos deuses eram muito realizadas e tinham como objetivo agradar aos seres superiores, deixando-os felizes para que ajudassem nas guerras, colheitas e momentos da vida.  Cada cidade possuía deus protetor e templos religiosos em sua homenagem.
Como acreditavam na vida após a morte, mumificavam os cadáveres dos faraós colocando-os em pirâmides, com o objetivo de preservar o corpo. A vida após a morte seria definida, segundo crenças egípcias, pelo deus Osíris em seu tribunal de julgamento. O coração era pesado pelo deus da morte, que mandava para uma vida na escuridão aqueles cujo órgão estava pesado (que tiveram uma vida de atitudes ruins) e para uma outra vida boa aqueles de coração leve. Muitos animais também eram considerados sagrados pelos egípcios, de acordo com as características que apresentavam : chacal (esperteza noturna), gato (agilidade), carneiro (reprodução), jacaré (agilidade nos rios e pântanos), serpente (poder de ataque), águia (capacidade de voar), escaravelho (ligado a ressurreição).
A civilização egípcia destacou-se muito nas áreas de ciências. Desenvolveram conhecimentos importantes na área da matemática, usados na construção de pirâmides e templos. Na medicina, os procedimentos de mumificação, proporcionaram importantes conhecimentos sobre o funcionamento do corpo humano.
No campo da arquitetura podemos destacar a construção de templos, palácios e pirâmides. Estas construções eram financiadas e administradas pelo governo dos faraós. Grande parte delas eram erguidas com grandes blocos de pedra, utilizando mão-de-obra escrava. As pirâmides e a esfinge de Gizé são as construções mais conhecidas do Egito Antigo.
AGORA RESPONDA:
1-      Onde surgiu a civilização egípcia antiga?
2-      Sendo a região do Egito deserta, como a população local conseguiu sobreviver e se desenvolver?
3-      Como a sociedade egípcia estava dividida?
4-      O que são os HIERÓGLIDFOS?
5-      Em que se baseava a economia Egípcia?
6-      Comente sobre a religião egípcia.
7-      Por que os egípcios mumificavam os cadáveres