quinta-feira, 26 de março de 2020

Formação e organização do território brasileiro


Geografia 7º ano A

ü Estudar o Brasil e as transformações apresentadas no território.
ü Compreender o processo diversificado das paisagens e contrates geográficos.
ü Compreender os tipos diferentes de atividades econômicas na formação do território.

Resumo sobre a formação e organização do território brasileiro

GEOGRAFIA DO BRASIL

Os primeiros núcleos urbanos surgiram no litoral em decorrência do modo de ocupação do território brasileiro.
território do Brasil ocupa uma área de 8 514 876 km². Em virtude de sua extensão territorial, o Brasil é considerado um país continental por ocupar grande parte da América do Sul. O país se encontra em quinto lugar em tamanho de território.
A população brasileira está irregularmente distribuída, pois grande parte da população habita na região litorânea, onde se encontram as maiores cidades do país. Isso nada mais é do que uma herança histórica, resultado da forma como o Brasil foi povoado, os primeiros núcleos urbanos surgiram no litoral.
Até o século XVI, o Brasil possuía apenas a área estabelecida pelo Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494 por Portugal e Espanha. Esse tratado dividia as terras da América do Sul entre Portugal e Espanha.
Os principais acontecimentos históricos que contribuíram para o povoamento do país foram:

No século XVI: a ocupação limitava-se ao litoral, a principal atividade econômica desse período foi o cultivo de cana para produzir o açúcar, produto muito apreciado na Europa, a produção era destinada à exportação. As propriedades rurais eram grandes extensões de terra, cultivadas com força de trabalho escrava. O crescimento da exportação levou aos primeiros centros urbanos no litoral, as cidades portuárias.
Século XVII e XVIII: foram marcados pela produção pastoril que adentrou a oeste do país e também pela descoberta de jazidas de ouro e diamante nos estados de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso. Esse período foi chamado de aurífero e fez surgir várias cidades.
Século XIX: a atividade que contribuiu para o processo de urbanização foi a produção de café, principalmente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.


Pesquisa sobre o a formação do território brasileiro, a ocupação das terras, a organização político-administrativa do Brasil, e responda:


Qual é a diferença, em termos de vegetação, entre as regiões do território rapidamente colonizadas e as de colonização mais tardia?

Explique a frase a seguir: “ A configuração do território brasileiro se definiu historicamente. ”

Qual é a atual organização político-administrativa do Brasil? E qual foi a primeira forma de organização brasileira? Compare-as.

Caso não tivesse ocorrido a expansão portuguesa a oeste da linha do Tratado de Tordesilhas, o estado em que você mora estaria submetido à soberania portuguesa ou espanhola?

domingo, 17 de setembro de 2017

Colonização do Brasil

Colonização do Brasil: Resumo do início deste processo
Postado por Marcos Júnior

O descobrimento do Brasil, como costumamos dizer, e ocorrido oficialmente em 22 de abril de 1500, foi um acaso no caminho dos Portugueses, que foram lançados ao mar com o intuito de chegarem as índias e conquistar novas terras comerciais no Oriente, que era tida como a principal área de fluxo comercial da Europa. Descobrir uma nova nação, a princípio, não foi algo de grande interesse para a Coroa Portuguesa, que ainda não tinha ideia de toda riqueza existente em solo brasileiro.

Quando pisaram na nova terra, os portugueses encontraram os habitantes desta vasta terra, os indígenas  o que de certa forma acaba modificando um pouco o sentido da palavra “Descobrimento”, pois a terra recém-descoberta já era habitada. Por isso muitos historiadores acham mais correto fala que houve uma colonização portuguesa do que um descobrimento propriamente dito, pois tal afirmação estaria apagando a história daqueles indígenas que por muito tempo foram os verdadeiros donos da terra.
A colonização inicialmente teve as seguintes características:
Civilizar;
Exterminar;
Explorar;
Povoar;
Conquistar;
Dominar.
Os três primeiros termos tem relação com a relação entre colonizador e colonizado. Mostra a forma como os portugueses trataram aqueles que deveriam ser tidos como os donos da terra, mas que de uma forma ou outra passaram a ser meros empregados, que faziam serviços para os colonizadores em troca de bugigangas. Eles se achavam uma raça superior, e tratavam os indígenas com descaso, tentando impor sua cultura, exterminando aqueles que achavam que não serviriam para seus objetivos e explorando o trabalho deles, que eram fortes e sadios. Anos depois o negro-africano era inserido nas terras brasileiras como escravo, vindo a se tornar a mão-de-obra principal dos europeus, em sua exploração.
Os três últimos termos diziam respeito à questão territorial, a exploração que aquele território sofreria e ao povoamento que faria com que todas as outras nações do mundo soubessem que aquela terra era pertencente a Coroa Portuguesa.
Colonização do Brasil: Resumo do início deste processo
Foto: Reprodução/Portal EBC
1500 à 1530 – O lento processo de Colonização

Os trinta primeiros anos da colonização foi um processo lento, pouca coisa foi feita pela Coroa Portuguesa no novo território. Em 1501 Gaspar de Lemos chefiou uma expedição no território brasileiro, e em 1503 Gonçalo Coelho chefiou uma outra expedição. Entre seus objetivos estavam:
Dar nomes a algumas localidades no litoral;
Construir algumas feitorias;
Confirmar a existência de pau-brasil.
Com o descobrimento de uma boa quantidade de pau-brasil nas regiões litorâneas brasileiras, os primeiros trintas anos da colonização eram mais centrados na exploração da madeira. Os portugueses contavam com a ajuda dos indígenas para a derrubada e o armazenamento, que davam sua mão de obra em troca de produtos e utensílios.
No ano de 1516, Dom Emanuel I, rei de Portugal, enviou vários rumo a nova terra para iniciar um povoamento. Eles se instalaram em Porto Seguro, a princípio, mas os indígenas trataram de expulsá-los rapidamente. Até o ano de 1530 este povoamento foi bastante simples, apenas em 1531, com a ameaça de uma invasão da Holanda, França e Inglaterra no território brasileiro, o monarca português Dom João III nomeou Martim Afonso de Souza como Capitão-mor da esquadra e das terras coloniais, enviando-o ao Brasil com o intuito de efetivar a exploração mineral e vegetal da região e a distribuição das sesmarias.
O início do povoamento do Brasil

Em 1532, Martim Afonso de Souza fundou os primeiros povoados do Brasil, as Vilas de São Vicente e Piratininga, que atualmente é a cidade de São Paulo, no litoral do estado de São Paulo. O capitão-mor utilizou as terras do litoral paulista para desenvolver o plantio de cana-de-açúcar.
Entre os anos de 1534 e 1536, o território brasileiro foi dividido em quatorze faixas de terras que receberam o nome de capitânias hereditárias, ou donatarias. Essas terras, que iam do litoral em direção ao interior, foram doadas a capitães-donatários, que eram comerciantes, fidalgos e funcionários pertencentes à burguesia e a pequena nobreza, e tinham como compromisso promover o povoamento e exploração em troca da concessão das grandes propriedades e de direitos e privilégios.
A partir da união dos brancos europeus, os indígenas e os negros africanos, formou-se uma forte mistura racial que viria a formar a sociedade colonial. Era uma raça heterogênea, uma mistura que formaria o que hoje conhecemos como o povo brasileiro. Porém, mesmo com essa interrelação, o que valia era o fator financeiro, que era dominada pela cultura elitizada dos brancos. Para eles os índios eram selvagens primitivos, e os negros, eram seres impuros, desprezíveis e de baixa capacidade intelectual, praticamente animais.

fonte: https://www.estudopratico.com.br/colonizacao-do-brasil-resumo-do-inicio-deste-processo/

terça-feira, 5 de abril de 2016

Pré-História

A Pré-História é o período que compreende desde o surgimento do homem até o aparecimento da escrita, por volta de 4000 a.C.
Os vestígios encontrados em cavernas, vales e planícies (como ossos, utensílios, armas e outros objetos) nos ajudam a fazer um estudo mais detalhado do que foi a Pré-História.
O ser humano que viveu nessa época era um rude caçador e mais tarde se tornou um primitivo agricultor.
A Pré-História é dividida em 3 períodos:
Características
- É o período mais longo de todos
- O homem era coletor de alimentos e caçador
- Vivia de modo simples.
- Era nômade (não tinha casa e mudava sempre de lugar)
- Morava em cavernas (homem das cavernas) para se proteger do frio da chuva e dos animais.
No fim do Paleolítico (por volta de 10000 a.C.), as condições de vida começaram a mudar. O clima mudou e surgiram os desertos, consequentemente a caça diminuiu. O homem, então, abandonou os lugares onde vivia e saiu em busca de novas terras que lhe pudessem dar sustento. Passou a viver nos vales dos grandes rios e lagos, passou a ter moradia fixa (deixando de ser nômade).
Essas modificações marcaram o fim do Paleolítico.
NEOLÍTICO (ou idade da pedra polida – 10000 a 4000 a. C.)
Características 
- Desenvolvimento da agricultura (o homem não abandonou por completo a caça e a pesca; porém, isso deixou de ser a única fonte de alimento)
- Passou a cultivar trigo, 
centeio, cevada e outros produtos
- Domesticou o boi, o cavalo, a ovelha e outros animais
- Suas roupas eram feitas fibras vegetais (linho e algodão)
- Usou o barro para fazer potes, panelas, bacias e outros utensílios domésticos.
- Construiu casas sobre estacas (palafitas)
- Utilizou o osso, a madeira e a pedra polida na fabricação de seus instrumentos e armas, mais aperfeiçoadas.
- Desenvolvimento da religião
Características 
- O homem passou a usar metais (cobre, ouro e estanho) para fabricar instrumentos, ferramentas e armas
- Surgimento do bronze e do ferro
Os avanços na agricultura e a descoberta da escrita marcam o fim da Pré-História e início da História.
A PRÉ-HISTÓRIA DO BRASIL
Através de vestígios encontrados, estudiosos acreditam que o nosso território é ocupado há cerca de 32000 anos. Todo período anterior ao descobrimento do Brasil (1500) é chamado de Pré-História do Brasil.
Não se sabe muito a respeito desses primeiros habitantes, tudo que sabemos é devido aos vestígios deixados pelos homens dessa época em alguns locais do nosso território.
Eis alguns: Sambaquis 
- Encontrados no litoral ou perto dos rios.
- Os mais antigos chegam a ter cerca de 10 mil anos e os mais recentes, mais ou menos, 1500 anos.
- Os sambaquis são formados por montes de conchas.
Potes de Barros e Utensílios de Pedra Lascada ou Polida
Tigelas, potes, urnas com esqueletos dentro (estudiosos concluíram que os habitantes dessas regiões enterravam seus mortos dentro da própria aldeia). As pontas de flechas, machadinhas e lascas de vários tamanhos constituíam os objetos feitos de pedra.

Feitas nas paredes das cavernas. O homem dessa época pintava figuras humanas em grupo com cenas de caça ou guerra. Pintavam, também, animais como onça, paca, peixes e insetos.

Exercícios - Mesopotâmia e Egito Antigo

1) Era o povo conhecido como neobabilônicos:

a) Assírios
b) Caldeus 
c) Fenícios
d) Hebreus 
e) Árabes

2) Assinale a afirmação que se refere ao código de Hamurábi:

a) A função da pena é sujeitar o condenado a um castigo equivalente ao dano por ele praticado. 
b) A pena dada não era prisão, mas as quantidades de chibatadas dadas conforme a gravidade do crime.
c) O condenado era preso em um calabouço até o fim de sua vida comendo pão e água somente.
d) Havia apenas duas leis que levava o condenado a morte, roubar e matar.
e) Todos deviam respeito ao rei e caso descumprisse era condenado à morte.

3) Assinale a alternativa que não corresponde à economia da mesopotâmia:

a) Cultivo de Cevada
b) Criação de Gado
c) Cultivo de Trigo e tâmara
d) Oficinas de artesãos 
e) Cultivo de flores e especiarias 

4) (UFSM-RS) A região da Mesopotâmia ocupa lugar central na história da humanidade. Na Antiguidade, foi berço da civilização sumeriana devido ao fato de:

a) ser ponto de confluência de rotas comerciais de povos de diversas culturas.
b) ter um subsolo rico em minérios, possibilitando o salto tecnológico da idade da pedra para a idade dos metais.
c) apresentar um relevo peculiar e favorável ao isolamento necessário para o crescimento socioeconômico.
d) possuir uma área agricultável extensa, favorecida pelos rios Tigre e Eufrates.
e) abrigar um sistema hidrográfico ideal para a locomoção de pessoas e apropriado para desenvolvimento comercial.


5) (UFRN) As sociedades que, na Antiguidade, habitavam os vales dos rios Nilo, Tigre e Eufrates tinham em comum o fato de:
a) terem desenvolvido um intenso comércio marítimo, que favoreceu a constituição de grandes civilizações hidráulicas.
b) serem povos orientais que formaram diversas cidades-estado, as quais organizavam e controlavam a produção de cereais.
c) haverem possibilitado a formação do Estado a partir da produção de excedentes, da necessidade de controle hidráulico e da diferenciação social.
d) possuírem, baseados na prestação de serviço dos camponeses, imensos exércitos que viabilizaram a formação de grandes impérios milenares.

6) (UFC-CE) Leia com atenção as afirmativas a seguir sobre as condições sociais, políticas e econômicas da Mesopotâmia.

I – As condições ecológicas explicam por que a agricultura de irrigação era praticada através de uma organização individualista.
II – Na economia da Baixa Mesopotâmia, a fome e as crises de subsistência eram frequentes, causadas pela irregularidade das cheias e também das guerras.
III – Na Suméria, os templos e zigurates foram construídos graças à riqueza que os sacerdotes administravam à custa do trabalho de grande parte da população.
IV – A presença dos rios Tigre e Eufrates possibilitou o desenvolvimento da agricultura e da pecuária e também a formação do primeiro reino unificado da história.

Sobre as alternativas anteriores, é correto afirmar:

a) I e II são verdadeiras.
b) II e IV são verdadeiras.
c) I e IV são verdadeiras.
d) I e III são verdadeiras.
e) II e III são verdadeiras. 

7) (CEFET-CE) Explique o que foi o Código de Hamurábi.

8) (UFCSPA/RS) A Mesopotâmia atual situa-se no Oriente Médio entre os rios Tigre e Eufrates, que ficam no atual Iraque, na região conhecida como Crescente Fértil. Seu nome vem do grego (meso=meio e potamos=água) e significa “terra entre rios”. A fertilidade desta região, localizada em meio a montanhas e desertos, deve-se à presença dos rios.
Sobre a civilização mesopotâmia, na Antiguidade Oriental, analisar os itens abaixo:

I – A estrutura social baseava-se na existência de uma pequena elite, controladora de uma vasta população que estava submetida ao trabalho compulsório, característica de um governo despótico, de fundamento teocrático, que domina todos os grupos sociais.
II – O Estado era responsável pelas obras hidráulicas necessárias para a sobrevivência da população, bem como pela cobrança de impostos e pela administração de estoques de alimentos.
III – Na religião mesopotâmia, o governante era representado e compreendido por seus súditos mais como uma divindade viva do que como um representante dos deuses.
IV – Em termos políticos, a Mesopotâmia caracterizou-se por ter, na instituição monárquica, personificada no governante, o seu principal fator de unidade.
Está(ão) CORRETO(S):

a) Somente o item I.
b) Somente os itens I e II.
c) Somente os itens I, III e IV.
d) Somente os itens II e IV.
e) Todos os itens.

9) (FEPAR/PR) Foi capital dos Assírios:

a) Ur;
b) Nínive;
c) Lagash;
d) Babilônia;
e) Agadé.

10)  A Mesopotâmia, estreita faixa de terras, foi assim denominada pelos gregos por estar entre os rios:

a) Assur e Lagash;
b) Tigre e Eufrates;
c) Nilo e Eridu;
d) Jordão e Kish;
e) Tibre e Akkad.

11) Localizada entre dois grandes rios, lá reinaram na Antiguidade Assurbanipal e Nabucodonosor. A Torre de Babel, os Jardins Suspensos da Babilônia e o herói mítico Gilgamesh são algumas conhecidas referências das manifestações artístico-culturais dos povos que habitavam essa região.
O texto diz respeito à antiga civilização que se desenvolveu na região que hoje corresponde ao território:

a) da Etiópia;
b) do Egito;
c) da Turquia;
d) do Iraque;
e) de Madagascar.

12) (UPE) As sociedades da Antiguidade Oriental tiveram práticas sociais com influências marcantes das religiões e inventaram outras formas de conhecer o mundo. Na Mesopotâmia, ocorreu/ocorreram:
a) o predomínio de castas sacerdotais poderosas, mas que criticavam o poder existente e combatiam as superstições;
b) expressões artísticas pouco originais, direcionadas só para admiração dos deuses e das forças da natureza;
c) o uso da escrita cuneiforme, a descoberta do uso da raiz quadrada e a crença na ação de espíritos malígnos causadores de doenças;
d) a crença em deuses antropomórficos, oniscientes e eternos que não eram adorados em templos;
e) uma arte direcionada para consagração dos feitos militares e não preocupada com a construção de uma arquitetura grandiosa.

13) (FUVEST) A escrita cuneiforme dos mesopotâmios, utilizada principalmente em seus documentos religiosos e civis, era:

a) semelhante em seu desenho à escrita dos egípcios;
b) composta exclusivamente de sinais lineares e traços verticais;
c) uma representação figurada evocando a coisa ou o ser;
d) baseada em agrupamentos de letras formando sílabas;
e) uma tentativa de representar os fonemas por meio de sinais.

14) (PUC) Os sumérios são necessariamente lembrados quando se estuda:
a) a evolução econômica da civilização fenícia;
b) a base religiosa das civilizações iranianas;
c) o caráter religioso da astronomia caldaica;
d) a base cultural da civilização mesopotâmica;
e) n.d.a.

15) (FATEC) O primeiro exército organizado do mundo, com recrutamento obrigatório e que se tornou uma força permanente após o reinado de Teglafalasar III (745 - 728 a. C.), foi uma criação dos:
a) babilônios
b) caldeus
c) acadios
d) sumérios
e) assírios

16) (Fatec) O Iraque, recentemente em guerra com os EUA e Inglaterra, já foi palco de uma grande civilização na Antiguidade, a Mesopotâmia. 
Desta civilização, inserida na área do Crescente Fértil, é correto afirmar: 
a) teve em Senaqueribe seu mais importante rei, que além de transformar a Babilônia num dos principais centros urbanos, elaborou o 1º código de leis completo, assentado nas antigas tradições sumerianas. 
b) durante o governo de Nabucodonosor foram realizadas grandes construções públicas, merecendo destaque os "Jardins Suspensos da Babilônia", considerados uma das maravilhas do Mundo Antigo. 
c) Nabopalassar, que substituiu Nabucodonosor, não conseguiu manter o império, que foi conquistado por Ciro, o Grande, da Pérsia. 
d) Assurbanípal, rei dos Assírios, depois de dominar a Caldeia, mudou a capital do império para a cidade de Ur. 
e) com Hamurábi, os sumerianos, vindos do planalto do Irã, fixaram-se na Caldéia e fundaram diversas cidades autônomas, como Ur, Nínive e Babilônia. 

17) (Fuvest) A partir do III milênio a. C. desenvolveram-se, nos vales dos grandes rios do Oriente Próximo, como o Nilo, o Tigre e o Eufrates, estados teocráticos, fortemente organizados e centralizados e com extensa burocracia. Uma explicação para seu surgimento é 
a) a revolta dos camponeses e a insurreição dos artesãos nas cidades, que só puderam ser contidas pela imposição dos governos autoritários. 
b) a necessidade de coordenar o trabalho de grandes contingentes humanos, para realizar obras de irrigação. 
c) a influência das grandes civilizações do Extremo Oriente, que chegou ao Oriente Próximo através das caravanas de seda. 
d) a expansão das religiões monoteístas, que fundamentavam o caráter divino da realeza e o poder absoluto do monarca. 
e) a introdução de instrumentos de ferro e a conseqüente revolução tecnológica, que transformou a agricultura dos vales e levou à centralização do poder. 

18)  Dentre as construções na Mesopotâmia destacaram-se os zigurates e:
a) As grandes pirâmides
b) Torre de babel 
c) Templo Mesopotâmico
d) Pirâmide Mesopotâmica
e) O muro das lamentações


Gabarito:

1) B   2) A  3) E  4) D  5) C  6) E  
7) é um conjunto de leis criadas na Mesopotâmia, por volta do século XVIII a.C, pelo rei Hamurábi da primeira dinastia babilônica. O código é baseado na lei de talião, “olho por olho, dente por dente”.  
8) B  9) B  10) B  11) D  12) C  13) C  14) D 15) E  16) B  17) B 18) B



sábado, 17 de outubro de 2015

Flash cards - Período Democrático e Ditadura Militar




Flash cards - As Grandes Navegações




Duas décadas de mudanças e permanências...




Redemocratização...





Cultura Brasileira nos anos 1960 e 1970





Os anos de chumbo





Os anos rebeldes





Grandes Navegações





Reforma Protestante






Encontro entre culturas






terça-feira, 18 de agosto de 2015

Roma Antiga

Localização e Origem

Roma, capital da Itália, conhecida como cidade eterna por sua história milenar, localiza-se na planície doLácio, as margens do rio Tibre, próximo do mar Tirreno, no centro da Península Itálica, região sul da Europa. 

No século X a.C., viviam no centro dessa região diversos povos entre eles os italiotas (latinos, volscos, équos, úmbrios, sabinos, samnitas, etc.), os etruscos no norte e os gregos no sul (Magna Grécia). 

Por volta do século VII a.C., os etruscos impuseram seu domínio aos italiotas, e a aldeia romana acabou-se por tornar uma cidade. Ao adquirir características de cidade, Roma iniciou um processo de organização político-social que resultou na Monarquia. 

A história política de Roma é dividida nos seguintes períodos:
•Monarquia (753 a.C. – 509 a.C.) – Com sete reis;
•República (509 a.C. – 27 a.C.) – governo do senado;
•Império (27 a.C. – 476 d.C.) – com 77 imperadores.

A Monarquia Romana
Durante a monarquia, Roma era governada por um rei (chefe militar, religioso e juiz) e suas funções eram fiscalizadas pelo Senado (conselho de velhos cidadãos ricos) e pela Assembleia Curial (formada por soldados organizados em cúrias de dez tribos). 

São conhecidos sete reis romanos: Rômulo, Numa Pompílio, Túlio Hostílio, Anco Márcio, Tarquínio Prisco (o Antigo), Sérvio Túlio e Tarquínio (o Soberbo). Provavelmente deve ter existidos outros reis, porém não há comprovação histórica. Dos reis citados acima quatro eram italiotas e os três últimos eram etruscos. 

A sociedade era formada por patrícios (grandes proprietários de terras, os ricos) com todos os direitos políticos e sociais, os clientes (apadrinhados pelos patrícios de quem dependiam), plebeus (homens e mulheres livres, artesãos e camponeses) eram a maioria e os escravos (prisioneiros de guerra). 

Apesar dos progressos que Roma vinha alcançando com a Monarquia, no reinado de Tarquínio as famílias romanas poderosas (os patrícios) ficaram insatisfeitas com as medidas adotadas por esse rei etrusco em favor dos plebeus. 

Para controlar diretamente o poder em Roma, os patrícios, que formavam o Senado, rebelaram-se contra o rei, expulsando-o estabelecendo uma nova organização política: a República.


A República Romana
Com a instalação da República, os patrícios organizaram uma estrutura social e administrativa que lhes permitia exercer domínio sobre Roma e desfrutar os privilégios do poder. 

Os patrícios controlavam quase a totalidade dos altos cargos da República. Esses cargos eram exercidos por dois cônsules e outros importantes magistrados. Na chefia da República os cônsules eram auxiliados pelo Senado, composto por trezentos destacados cidadãos romanos. Havia, ainda, a Assembleia dos Cidadãos, manobrada pelos ricos patrícios. 

Embora os plebeus constituíssem a maioria da população, eles não tinham direito de participar das decisões políticas. Tinham deveres a cumprir: lutar no exército, pagar impostos etc. 

A segurança de Roma dependia de um exército forte e numeroso. Os plebeus eram indispensáveis na formação do exército, uma vez que constituíam a maior parte da população. 
Conscientes disso e cansados de tanta exploração, os plebeus recusaram-se a servir o exército, o que representou duro golpe na estrutura militar de Roma. Iniciaram uma longa luta política contra os patrícios, que perdurou por mais de um século. Lutaram para conquistar direitos, como o de participar de decisões políticas, exercer cargos da magistratura ou casar-se com patrícios. 

Para retornar ao serviço militar, os plebeus fizeram várias exigências aos patrícios e conquistaram direitos. Entre eles encontrava-se a criação de um comício da plebe, presidido por um tribuno da plebe. 

A pessoa do tribuno da plebe seria inviolável, pessoa protegida contra qualquer violência ou ação da justiça. Ela teria também poderes especiais para cancelar quaisquer decisões do governo que prejudicassem os interesses da plebe. 

Outras importantes conquistas obtidas pela plebe foram:
•Lei das Doze Tábuas (450 a.C.);
•Lei Canuleia (445 a.C.);
•Eleição dos magistrados plebeus (362 a.C.);
•Proibição da escravidão por dívidas (366 a.C.).

A luta política entre patrícios e plebeus não chegou a desestabilizar o poder republicano. Prova disso é que a República romana expandiu notavelmente seu território através de várias conquistas militares. 

As primeiras evidências da expansão militar consistiram no domínio completo da península itálica. Mais tarde, tiveram inicio as guerras contra Cartago (cidade no norte da África), conhecidas como Guerras Púnicas. Posteriormente veio a expansão pelo mundo antigo. 

As conquistas militares acabaram levando a Roma à riqueza dos países dominados. O estilo de vida romano, antes simples e modesto, tornou-se luxuoso e requintado, com a construção de grandes casas, utilização pelos patrícios de roupas finas, melhora e diversificação da alimentação, contato e a influência de outras culturas como a grega, por exemplo, a formação de grandes propriedades rurais controladas pelos patrícios e migração dos plebeus para as cidades em principal, Roma que passou a sofrer com problemas de miséria e revoltas urbanas. 
O crescente aumento do número de plebeus pobres e miseráveis tornou-se cada vez mais tensa a situação social e política em Roma, pois os ricos comerciantes e grandes proprietários rurais não queriam conceder nenhuma reforma social que permitisse a diminuição de seus privilégios. 

Com o agravamento da crise, tradicionais instituições foram questionadas, e um clima de desordem e agitação foi tomando conta da vida das cidades. Diversos chefes militares entraram, sucessivamente, em luta pelo poder, marcando o processo de transição para o império. Entre os principais acontecimentos desse processo destacam-se:

•Em 107 a.C., o general Caio Mário tornou-se cônsul. Reformou o exército, instituindo o pagamento de salário (soldo) para os soldados. 

•Em 82 a.C., o general Cornélio Sila, representando a nobreza, derrotou Caio Mário e instituiu um governo ditatorial. 

•Em 79 a.C., Sila foi forçado a deixar o poder devido a seu estilo antipopular de governo, pois a situação social estava incontrolável. 

•Em 60 a.C. estabeleceu-se o Primeiro Triunvirato, formado por Crasso, Julio César e Pompeu para governar Roma. Pouco tempo depois de assumir o poder, Crasso foi assassinado. Surgiu, então, séria rivalidade entre Pompeu e Julio César. César saiu vitorioso e tornou-se ditador supremo de Roma. Promoveu, durante o seu governo, diversas reformas sociais para controlar a situação. Em 44 a.C. foi assassinado por uma conspiração organizada por membros do Senado. 

•Em 43 a.C., estabeleceu-se o Segundo Triunvirato, composto por Marco Antonio, Otávio e Lépido. O poder foi dividido entre os três: Lépido ficou com os territórios africanos, mas depois foi forçado a retirar-se da política; Otávio ficou responsável pelos territórios ocidentais; e Marco Antonio assumiu o controle dos territórios do Oriente. Surgiu intensa rivalidade entre Otavio e Marco Antonio, que se apaixonara pela rainha Cleópatra, do Egito. Declarando ao Senado que Marco Antonio pretendia formar um império no Oriente, Otavio conseguiu o apoio dos romanos para derrotá-lo. Assim, tornou-se o grande senhor de Roma. 

Otávio após derrotar Marco Antônio e a rainha do Egito Cleópatra, concentrou em suas mãos tantos títulos e poderes doados pelo senado como imperator(chefe do exército) e augusto (divino) que se tornou imperador no ano 27 a.C.


O Império Romano - Alto Império (27 a.C. - 235 d.C.)
 Otávio Augusto tornou-se, na prática, rei absoluto de Roma. Mas não assumiu oficialmente o título de rei e permitiu que as instituições republicanas (Senado, Comício Centurial e Tribal etc.) continuasse existindo na aparência. 

Durante o longo governo de Otávio Augusto (27 a.C.-14 d.C.), uma série de reformas sociais administrativas foi realizada. Roma ganhou em prosperidade econômica. O imenso império passou a desfrutar um período de paz e segurança, conhecido como Pax Romana. 

Após a morte de Otavio Augusto, o trono romano foi ocupado por vários imperadores, que pode ser agrupados em quatro dinastias:
Dinastia dos Julios-Claudius (14-68): Tibério, Calígula, Claudio e Nero;
Dinastia dos Flávios (69-96): Vespasiano e Domiciano;
Dinastia dos Antoninos (96-192): Nerva, Trajano, Adriano, Marco Aurélio, Antinino Pio e Cômodo.
Dinastia dos Severos (193-235): Sétimo, Severo, Caracala, Macrino, Heliogábalo e Severo Alexandre.

Baixo Império (235-476)
Esse período corresponde à fase final do período imperial. Costuma ser subdividido em: 

Baixo Império pagão (235-305): período em que dominava as religiões não cristãs. Destacou-se o reinado de Diocleciano, que dividiu o governo do enorme império entre quatro imperadores (tetrarquia) para facilitar a administração. Esse sistema de governo, entretanto não se consolidou. 

Baixo Império Cristão (306-476): nesse período, destacou-se o reinado de Constantino, que através do Edito de Milão, concedeu liberdade religiosa aos cristãos. Consciente dos problemas de Roma, Constantino decidiu mudar a capital do império para a parte oriental. Para isso remodelou a antigaBizâncio (cidade fundada pelos gregos) e fundou Constantinopla, que significava "cidade de Constantino”. 

A cidade de Roma foi umas das maiores do mundo antigo com mais de 1 milhão de habitantes. No império, o número de plebeus, ex-escravos e homens livres desempregados era muito grande. As revoltas sociais eram frequentes. Para acalmar um pouco essa população, os imperadores distribuíam regularmente trigo à população pobre e os alegravam com espetáculos de teatro, circo e lutas de gladiadores. 

Para sustentar um grande império que exigiam enormes gastos públicos administrativos e militares, foi necessário o aumento de impostos, desagradando às elites, a falta de escravos com o fim das conquistas militares, a violência e miséria das cidades romanas foram as principais causa da crise que levou ao fim do império romano no século V. 

O Baixo Império foi sendo corroído por uma longa crise social, econômica e política. Para piorar ainda mais a situação, os romanos tiveram de enfrentar a pressão dos povos bárbaros. 

Chegou um momento em que os romanos perceberam que os soldados encarregados de defender Roma vinham dos próprios povos contra os quais eles (romanos) combatiam. 

Com a morte de Teodósio, em 395, o grande império Romano foi dividido em: Império Romano do Ocidente, com sede em Roma; e Império Romano do Oriente, com sede em Constantinopla. 

A finalidade dessa divisão era fortalecer cada uma das partes do império para vencer a ameaça das invasões bárbaras. Entretanto, o Império Romano do Ocidente não teve organização interna para resistir aos sucessivos ataques dos povos bárbaros. 

Em 476, o último imperador de Roma, Rômulo Augusto, foi deposto por Odoacro, rei do hérulos, um dos povos bárbaros. 

Quanto ao Império Romano do Oriente, embora com transformações, sobreviveu até 1453, ano em que os turcos conquistaram Constantinopla. A cultura ocidental tem suas origens na Roma antiga. Várias línguas modernas como o português, espanhol, francês, romeno e italiano, falado por quase um bilhão de habitantes em todo o mundo surgiram do latim, língua falada pelos romanos, o direito romano inspirou as constituições atuais, o cristianismo uma das maiores religiões da atualidade foi religião oficial nos últimos anos do império romano, arquitetura de igrejas e aquedutos, teatro, escultura, literatura, o mecenato, forma de se administrar um grande império, etc.

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